Capiaçu ou Cana-de-Açúcar? Qual é a melhor estratégia

cana capiaçu

Capiaçu e cana são volumosos importantes, mas a cana-de-açúcar se destaca pela previsibilidade, facilidade de conservação e menor risco operacional. O Capiaçu pode ter maior valor nutricional, porém exige operação perfeita, clima favorável e maior custo.

Como Medir a Matéria Seca do Capiaçu Usando o Micro-ondas

teor de materia seca capiaçu

Para o produtor de leite e corte, a precisão é a diferença entre o lucro e o prejuízo. Um dos dados mais vitais na nutrição animal é o teor de matéria seca (MS). É ele que determina o ponto ideal da ensilagem de milho, sorgo ou capim-elefante, e permite calcular quanta forragem seus animais realmente estão consumindo no pasto.

Silagem de Capim Elefante BRS Capiaçu: O Guia Completo

Corte do Capiaçu

Se você é produtor de leite ou de corte, sabe que o maior desafio da pecuária moderna é manter a produtividade na seca. É aqui que entra o BRS Capiaçu. Desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite, este capim-elefante revolucionou o setor por um motivo simples: altíssima produção de biomassa com o menor custo por tonelada do mercado.

Como Calcular a Quantidade de Sementes para Formar Pastagens

semente

A formação de uma pastagem produtiva é o alicerce de qualquer propriedade pecuária de sucesso, seja ela focada em corte ou leite. Um dos erros mais comuns e caros que vejo no campo é o erro no cálculo da quantidade de sementes. Plantar de menos gera falhas e invasoras; plantar demais é jogar dinheiro fora.

Intensificação da Pecuária a Pasto: por que o pastejo rotacionado é a base da produtividade sustentável

Durante décadas, a pecuária brasileira foi construída sob a lógica da baixa intensificação: pouca tecnologia, baixa taxa de lotação e produtividade limitada. Esse modelo funcionou enquanto havia terra barata e abundante. Hoje, esse cenário mudou. Para a pecuária ser sustentável, competitiva e lucrativa, ela precisa produzir em níveis semelhantes a outras atividades agrícolas. Essa visão é defendida há mais de 30 anos por Moacir Corsi, professor titular da ESALQ/USP e uma das maiores referências em pastagens, intensificação da pecuária e pastejo rotacionado no Brasil. Intensificação não é modismo, é análise de sistema Muitas pessoas chamam a defesa da intensificação de “visão de futuro”, mas isso não tem nada de visionário. A intensificação nasce da análise técnica dos sistemas de produção. Quando o pesquisador ou o consultor avalia um sistema, seu papel é identificar qual é o elo mais fraco da cadeia produtiva e atuar exatamente ali. Ao estudar a fisiologia da planta forrageira, fica claro que é possível produzir muito mais por hectare. No entanto, quando se tenta elevar a produtividade em sistemas de pastejo contínuo, surgem limitações práticas: ajustes constantes de lotação, dificuldade de controle do consumo e maior risco de perdas. No pastejo rotacionado, esses ajustes são muito mais simples e eficientes, permitindo maior controle da oferta e da demanda de forragem. Por que o pastejo contínuo trava a intensificação Em níveis baixos de produção, o sistema contínuo pode até apresentar resultados semelhantes ao rotacionado. O problema surge quando o produtor tenta aumentar a produtividade. No sistema contínuo: Já no sistema rotacionado, quando há excesso de forragem, o produtor pode: Isso traz flexibilidade operacional, algo essencial para quem quer intensificar. Adubação e rotacionado: uma combinação inseparável A intensificação aumenta drasticamente a retirada de nutrientes do solo. Quanto maior a taxa de lotação, maior a extração. Por isso, a adubação não é opcional — ela é um complemento obrigatório do sistema. Embora haja reciclagem de nutrientes via fezes e urina, essa redistribuição é irregular. Não é possível planejar um sistema produtivo confiando apenas nisso. A única forma segura de tomar decisões é através da análise de solo. A adubação garante: O rotacionado garante: Ou seja, mais produção no momento em que o capim responde melhor. Para viabilizar a rotação de pastagem é importante utilizar cerca elétrica e bons materiais para que tenha alta durabilidade. Para saber mais sobre cerca elétrica clique aqui! Começar pequeno: o erro de quem quer fazer tudo de uma vez Um dos maiores erros na adoção do pastejo rotacionado é querer implementar o sistema em grandes áreas logo no início. A experiência mostra que o ideal é começar com 6 a 10% da propriedade. Esse início em pequena escala permite: À medida que o produtor ganha segurança, a área pode ser ampliada gradativamente. Hoje, já existem propriedades 100% intensificadas, algo impensável décadas atrás. Para intensificação funcionar é preciso respeitar os 6 pilares da pecuaria explicados neste artigo. O verdadeiro gargalo: manejo e perdas de forragem A maior dificuldade no pastejo rotacionado não é adubação nem divisão de piquetes. É reduzir perdas. A perda ocorre em dois extremos: Ambos representam desperdício. Antes de produzir mais, o produtor precisa aprender a não perder o que já produz. O ajuste correto do resíduo pós-pastejo, garantindo rebrota rápida, é o primeiro passo. O indicador mais confiável de que o manejo está correto não é a altura do capim, mas sim o ganho de peso dos animais. Taxa de lotação: a maior alavanca da produtividade A taxa de lotação ainda é a variável menos explorada na pecuária brasileira e, ao mesmo tempo, a que mais alavanca resultados. A média nacional de ganho de peso gira em torno de 400 g/dia. Sistemas bem manejados atingem 700 g/dia o ano inteiro, um aumento de até 75%. Mas isso só gera impacto real quando combinado com mais animais por hectare. Produções de 8 a 12 arrobas por hectare ainda são insuficientes para tornar a pecuária protagonista frente a outras atividades agrícolas. Para competir, é necessário pensar em 30 arrobas por hectare ou mais, algo totalmente viável com manejo correto. Planejamento, custo e tomada de decisão O maior bloqueio à intensificação é mental. Muitos produtores têm medo de investir porque não conhecem seus custos. No entanto, o custo da pecuária é simples de calcular. Saber: permite decisões inteligentes, como: Somente pesar animais e tomar decisões baseadas nisso pode aumentar o ganho médio em mais de 30%, sem investimento adicional. Conclusão: a pecuária só será sustentável com intensificação A pecuária brasileira não pode mais ser coadjuvante do agronegócio. Para se tornar protagonista, precisa produzir mais por hectare, com técnica, planejamento e gestão. O pastejo rotacionado não é moda. É uma ferramenta estruturante, capaz de integrar nutrição, manejo, sanidade e gestão em um sistema produtivo, lucrativo e sustentável. 📲 Quer continuar aprendendo e receber mais conteúdos práticos? Siga minhas redes sociais e acompanhe dicas, vídeos explicativos, materiais técnicos e conteúdos exclusivos sobre produção animal, manejo no campo e tecnologia aplicada ao agro: 📸 Instagram🎵 TikTok▶️ YouTube📘 Facebook💼 LinkedIn💬 WhatsApp 🔔 Siga, curta e compartilhe para fortalecer a pecuária com informação de qualidade.📩 Para dúvidas, parcerias ou consultorias, entre em contato pelas redes sociais.

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